domingo, 14 de junho de 2009

Neo - Modernismo

A Nova Modernidade surge no final da década de 80 do século XX, sucessora do Pós-Modernismo. Uma vanguarda apologista da inovação, que projecta para o futuro, aceita o carácter experimental da Arquitectura, a qual, no seu conceito, não pode ser uma criação monolítica com regras e leis fixas. Ou seja nesta vanguarda não existe a seguinte afirmação:
“ As regras são o princípio de um impedimento para a Inovação.”
Duas tendências do Neo - Modernismo são: o Desconstrutivismo e o Pluralismo Moderno



Frank O. Gehry, Museu Guggenheim Bilbau, Espanha, 1992 - 97


O Museu Guggenheim Bilbau, situado na cidade basca de Bilbau é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projectado pelo arquitecto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. O projecto foi parte de um esforço para revitalizar Bilbau, e hoje, recebe visitantes de todo o mundo.

A Arquitectura Desconstrutivista do Museu Guggenheim, resulta do trabalho com materiais baratos e fáceis de manejar, neste caso as folhas de titânio acinzentadas ou da decomposição de estruturas reticulares. O abandono da vertical e horizontal tal como linhas orientadoras das construções, a rotação dos corpos geométricos em ângulos agudos, a decomposição das estruturas construtivas até ao limite do caos, o carácter aparentemente provisório das construções e a atitude de que, em arquitectura, “a forma segue a fantasia”, contrariando a máxima dos funcionalistas que diz “ a forma segue a função”, e o uso de curvilíneas em volumes geométricos, são características gerais do Desconstrutivismo.

“O museu recebeu várias críticas desde que começou a ser construído, por ser um museu de vanguarda, mas somente por fora, pois as salas de exposição são quase todas iguais a de outros museus, ou seja, inovou-se no exterior mas não na função básica do museu, que é conservar e expor obras de arte. E por ser o museu tão inovador uma crítica que ele recebe é justamente ser mais atraente que as próprias obras expostas.”

www.guggenheim-bilbao.es/visita_virtual/visita_virtual.php?idioma=es (Visita virtual ao Museu Guggenheim)

Pedro Cabrita Reis (Instalações)

Pedro Cabrita Reis, nasceu em Lisboa, em 1956. Pintor formado pela ESBAL, expõe a sua obra desde dos anos 80. O “exercício” da pintura e do desenho, perceptíveis nos seus primeiros trabalhos, foi cedendo lugar a uma ampla diversificação das técnicas e dos materiais, convocados para a criação de objectos/construções/instalações, que, no final da década, eram já a face mais conhecida da sua obra.






Pedro Cabrita Reis, Posto de Observação/ Atlas Coelestis V, madeira, vidro, capacetes de segurança e impermeáveis, 1994


A obra de Pedro Cabrita Reis acima exposta é uma Instalação, podemos acreditar nesta afirmação como verdadeira a partir do momento em que o autor define a obra como um processo de realização plástica que contempla a construção de cenários e ambientes utilizando na obra objectos, detritos e materiais do quotidiano, neste caso em concreto a madeira, o vidro, os capacetes de segurança e os impermeáveis. Com a conjugação da posição dos diferentes materiais e objectos, podemos observar que a obra transmite-nos a sensação de movimento dinâmico estático.



Performance

A Performance é uma vanguarda artística que surge na segunda metade do século XX.
Semelhante ao Happening, a Performance pode também combinar teatro, música, poesia ou vídeo. No entanto, difere do Happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolvendo necessariamente a participação dos espectadores. É realizada para uma plateia quase sempre restrita ou ausente, como tal o seu registo é realizado através de vídeos, fotografias e/ou memoriais descritivas. Na performance, o autor desenvolve a arte baseada na expressão corporal, onde está presente a estética do espectáculo.
A maioria dos performers foram artistas que também se dedicaram ao Happening, como é o caso de Kaprow e Joseph Beuys.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Arte Cinética

A palavra cinética remete-nos para o campo da física que trata da acção das forças na mudança de movimento dos corpos. A palavra tem origem no grego kinétós, que significa móvel ou o que pode ser movido. A arte cinética busca romper com a condição estática da pintura e da escultura, apresentando a obra como um objecto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento.


Alexander Calder, The Star, 1960.

Alexander Calder, por exemplo, é conhecido através dos famosos móbiles, como o da imagem acima. Construídos com peças de metal pintadas e suspensas por fios de arame, os móbiles movem-se por mais suave que seja a corrente de ar, e o movimento independentemente da posição e do olhar do observador, produz efeitos alteráveis em função da luz, como é o caso das sombras, e isto é muito variável devido a factores como a intensidade ou direcção da luz, ou bem como a velocidade do movimento.
Na minha opinião este tipo de arte suscita ainda mais interesse devido ao facto de o observador poder interpretar a obra de várias formas.

Op Art

Op art (Optical Art) é um termo usado para descrever a arte que explora a falibilidade do olho através do uso de ilusões ópticas. A Optical Art de certa forma provem da Arte Abstracta e de um avanço gradual até à década de 60 do sec. XX, é então que surge a Op Art.


Victor Vasarely,Vega 200, 1968.

Victor Vasarely, como outros artistas da vanguarda utilizam determinados fenómenos ópticos para criar no espectador a ilusão de imagens tridimensionais que vibram, e se movimentam. Isto é possível através de uma geometrizarão rigorosa das formas bem como através da gradação da cor. Numa fase inicial a Op Art trabalhava com as cores preto e branco. Estando assim criado o efeito óptico característico da Op Art, a obra de Victor Vsarely é reconhecida como arte em contexto com a época.



Pop Art

A Pop Art surge na década de 60 do séc. XX, gerada por uma sociedade consumista, dominada pela publicidade, onde imagens, objectos, e cores assumem ícones importantes no meio social da época. Uma nova arte, uma arte radical, uma arte real. Acima de tudo uma arte do quotidiano ligada á cultura popular.


Andy Warhol, 100 Cans, 1962.

No Ímpeto da Pop Art, surgem artistas como Andy Warhol, com obras de renome, como a acima citada.
As Cem latas de Sopa é uma obra com intuito publicitário, pois na verdade o artista utiliza a imagem das latas de sopa da Campbell's. De uma forma, apologista do Dadaísmo, pois é notório a negação dos conceitos de arte e objecto, bem como a atribuição de valor artístico a objectos que normalmente não o tem (ready-mades). Neste caso óbvio Andy Warhol, valoriza uma técnica semimecânica a serigrafia, desvalorizando a técnica pessoal que era valorizada até então.
Warhol não pretendeu criticar a postura de adoração do público diante de seus ídolos, tampouco a máquina de publicidade responsável pela criação dos mesmos; ele apenas devolveu para eles a sua forma de criação de um artigo de consumo.”
Com isto podemos afirmar com toda a certeza que as “100 Cans”, não destoam em nada ao gosto da Pop Art.